Manhãs com propósito
Os primeiros minutos depois de acordar ainda pertencem a nós. Luz, água e a escolha de não entregar logo o dia ao ecrã.
Ler o texto →Há gestos que quase não se notam: abrir a cortina, sair sem mapa, fechar o computador a uma hora certa. Este espaço é o registo do que acontece quando se presta atenção a esses momentos.
Sobre Dion LeeNotas longas, escritas com tempo. Sem pressa de chegar a conclusões.
Os primeiros minutos depois de acordar ainda pertencem a nós. Luz, água e a escolha de não entregar logo o dia ao ecrã.
Ler o texto →Sair sem mapa e sem contagem. O que o corpo e o olhar descobrem quando o único objetivo é simplesmente andar.
Ler o texto →Fechar a tampa, mudar a luz, escrever duas frases. Um gesto curto para que a noite possa finalmente começar.
Ler o texto →Não há meta de litros. Há apenas a presença de um copo à vista e o hábito de o notar entre uma tarefa e outra.
Ler o texto →O olhar também precisa de espaço. Pequenos ajustes na distância e o hábito de, de vez em quando, olhar para longe.
Ler o texto →Durante anos o dia era uma linha contínua: ecrã de manhã, ecrã à noite, caminhadas só quando havia destino. Nada de especial acontecia. Apenas a sensação de que as horas passavam sem deixar espaço.
Depois comecei a notar os gestos mais pequenos. Abrir a cortina. Sair sem mapa. Beber água antes de tocar no computador. Fechar a tampa a uma hora definida. Nenhum deles mudou a vida. Mas juntos alteraram a textura dos dias.
O Mirahal é o sítio onde registo o que observo. Sem fórmulas. Sem pressa de concluir. Apenas a tentativa de prestar atenção ao que normalmente passa despercebido.